Ser aquariofilista é uma espécie de vocação, quase sacerdotal. Alguns se interessam pelos aquários na infância e a empolgação passa. Alguns não ... evoluem e crescem junto com as técnicas, mudanças e inovações do hobby. É uma forma de desestressar e estressar também ... é uma forma de controlar um ecossistema - nem sempre controlável - mas que nos dá uma noção interessante de que o criacionismo e o evolucionismo podem andar juntos sem qualquer incompatibilidade, uma teoria cumprindo seu papel onde a outra não apresenta resposta. Cada
aquarista é um pequeno deus de seus universos. Alguns são deuses gentis que proporcionam aos seres uma vida farta e agradável, outros são deuses omissos, impiedosos e pagãos. A foto ao lado é de um aquário dedicado ao acará disco, peixe nativo do nosso país. Foi tão difundido pelo mundo afora que atualmente é possível ver discos de quase todas as cores, sendo que sua base principal é de azul ou vermelho.
Este outro aquário à direita é um comunitário de peixes de fundo. Nele são mantidas espécies de regiões da Sumatra e regiões próximas e alguns peixes primitivos da família dos polipterídeos - polypterus senegalus e polypterus ornatipinnis, peixes primitivos com ocorrência no rio Nilo e margens ... são peixes primitivos cuja espécie sobrevive há mais de 90 milhões de anos ... na falta de dinossauros de estimação, esses animais quebram um galho. Os outros são os chromobotia macracanthus (bótia palhaço) ... peixes bem coloridos que vivem em Bornéu e Sumatra, vivem por muitos anos e preferem viver em locais onde haja abundância de tocas. Fazem belíssimos cardumes. Ao lado aparecem três bótias palhaço e um barbo sumatrano, peixe que, como o nome diz, é da mesma região.
Este peixe é o polypterus senegalus senegalus, o "Bichir do Senegal".